
Mais uma associação recebe o título de Utilidade Pública Municipal por iniciativa do vereador Fernando Jurado. O fato chama atenção diante da relação histórica do parlamentar com associações das quais, segundo informações recebidas pelo Jornal da Lagoa, teria participado como líder ou idealizador.
O reconhecimento como entidade de utilidade pública pode facilitar o acesso a benefícios e, desde que cumpridas as exigências legais, abrir caminhos para parcerias, convênios e recebimento de recursos do poder público.
Diante desse cenário, algumas perguntas precisam ser feitas: qual é a relação atual do vereador com essas entidades? Há dirigentes, integrantes ou pessoas próximas politicamente ligadas ao parlamentar? Quais associações já foram beneficiadas por projetos de sua autoria e quanto receberam dos cofres públicos após o reconhecimento?
Não se trata de afirmar que exista irregularidade, mas de cobrar transparência. Quando um agente público participa da criação ou articulação de entidades e, posteriormente, atua politicamente para conceder a elas um reconhecimento que pode favorecer o acesso a recursos públicos, a sociedade tem o direito de conhecer todos os detalhes dessa relação.
O Jornal da Lagoa defende que sejam divulgados os nomes das entidades beneficiadas, seus dirigentes, os valores públicos eventualmente recebidos e a prestação de contas de cada recurso.
Utilidade pública não pode significar dinheiro público sem fiscalização. Se está tudo dentro da lei, transparência total não deveria ser problema.

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