
Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) trouxe Três Lagoas para o centro de mais uma grave suspeita envolvendo contratos públicos.
Segundo reportagem publicada pelo TopMídiaNews, diálogos obtidos durante investigação que apura supostas fraudes em compras públicas nas áreas da Educação e da Saúde mostram investigados comentando a expectativa de ganhos ilícitos relacionados a um possível contrato com a Prefeitura de Três Lagoas.
De acordo com a publicação, as conversas envolvem Gabriel Taquino de Paula, apontado como advogado especialista em licitações, e Ed Carlo Burgatt, que teria ocupado cargo ligado à regulação de pacientes da Secretaria de Estado de Saúde.
Nos diálogos divulgados pela imprensa, os investigados demonstrariam entusiasmo com a possibilidade de fechamento de um contrato envolvendo a venda de livros. Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado: “Ali é aposentadoria. É uma grana que demoraríamos anos para ganhar”.
A reportagem do TopMídiaNews afirma ainda que as conversas faziam referência a contratos da Editora Avante com prefeituras do interior de Mato Grosso do Sul e que Três Lagoas apareceria entre os municípios de interesse dos investigados.
A revelação levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos: houve efetivamente contratação ou negociação com o Município de Três Lagoas? Algum contrato chegou a ser assinado ou pago? Houve participação ou conhecimento de servidores públicos municipais? Quais empresas mantiveram negociações com a Prefeitura?
O Jornal da Lagoa defende que, diante da gravidade das informações divulgadas, os fatos relacionados a Três Lagoas sejam apurados com rigor e transparência, garantindo-se também o direito de manifestação e defesa de todas as pessoas eventualmente citadas.
A população tem o direito de saber exatamente o que ocorreu e se recursos públicos do município estiveram, de alguma forma, relacionados ao esquema investigado.
O Jornal da Lagoa seguirá acompanhando o caso e buscando esclarecimentos sobre qualquer possível ligação das investigações com contratos públicos de Três Lagoas.
Fonte: Reportagem do TopMídiaNews publicada em 15 de julho de 2026, com base em investigação do Gaeco.
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