
O presidente da Câmara Municipal de Três Lagoas, Tonhão, voltou a ser alvo de críticas após autorizar um aditivo de aproximadamente R$ 1 milhão para a Fundação Stênio Congro, destinado a transmissão das sessões do Legislativo em canal de TV aberta.
A decisão gerou indignação entre moradores da cidade, principalmente diante das inúmeras reclamações sobre falta de investimentos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura, limpeza pública e assistência social. Para muitos, o gasto milionário representa mais uma demonstração de distanciamento da realidade enfrentada pela população.
Embora a transparência dos atos públicos seja importante, questiona-se se realmente existe necessidade de um investimento tão elevado para transmitir sessões da Câmara, especialmente em uma época em que plataformas digitais e redes sociais permitem transmissões com custo muito inferior.
A principal dúvida levantada por moradores e lideranças políticas é: por que gastar tanto dinheiro público com exposição política?
Críticos apontam que a medida acaba beneficiando diretamente vereadores e grupos políticos interessados em ampliar visibilidade, utilizando recursos públicos para fortalecer imagem pessoal em ano pré-eleitoral. Enquanto isso, bairros seguem enfrentando problemas antigos, como ruas esburacadas, falta de medicamentos e serviços públicos precários.
Outro ponto que chama atenção é a falta de detalhamento público sobre os critérios do aditivo milionário. A população quer saber exatamente como será aplicado o recurso, quais serviços estão incluídos no contrato e se houve estudo técnico comprovando a necessidade.
A autorização do aditivo amplia ainda mais o desgaste da atual gestão da Câmara Municipal, que vem sendo alvo frequente de questionamentos sobre prioridades administrativas e gastos considerados excessivos.
Diante da repercussão negativa, cresce a pressão para que o Ministério Público e órgãos de fiscalização acompanhem de perto a execução do contrato e a destinação dos recursos públicos.

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