
A gestão do prefeito Cassiano Maia volta a ser alvo de questionamentos após a contratação de uma empresa especializada em agenciamento de viagens por um valor que ultrapassa os R$ 2 milhões.
O contrato, que prevê a prestação de serviços como emissão de passagens aéreas, reservas de hospedagem e logística de deslocamento para servidores e representantes do município, chama atenção pelo montante elevado — especialmente em um momento em que áreas essenciais, como saúde e infraestrutura, enfrentam críticas constantes da população.
O custo milionário do contrato levanta dúvidas sobre a real necessidade e proporcionalidade da despesa. Especialistas em gestão pública apontam que contratos dessa natureza precisam ser extremamente bem justificados, com detalhamento claro da demanda e mecanismos rigorosos de controle.
A pergunta que fica é: qual o volume de viagens previsto para justificar um gasto dessa magnitude?
Enquanto a prefeitura destina recursos significativos para serviços administrativos, moradores seguem relatando problemas básicos, como:
Falta de medicamentos na rede pública
Demora em atendimentos médicos
Deficiências na manutenção urbana
Esse contraste reforça o debate sobre prioridades da atual administração.
Outro ponto crucial é a transparência. A população tem o direito de saber:
Quais secretarias utilizarão o serviço
Quantas viagens estão previstas
Quem serão os beneficiados
Órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, podem ser acionados para avaliar a legalidade e a economicidade do contrato.
A contratação milionária ocorre em um cenário de desgaste político da gestão municipal, já marcada por críticas recorrentes. Decisões como essa tendem a ampliar a insatisfação popular, principalmente quando não são acompanhadas de explicações claras e convincentes.

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