
O Jornal da Lagoa recebeu denúncias sobre as condições precárias de trabalho enfrentadas diariamente no Laboratorio Central de Três Lagoas. Segundo relatos, o espaço apresenta uma série de problemas estruturais que colocam em risco tanto a saúde dos profissionais quanto a qualidade do serviço prestado à população.
Entre os principais problemas apontados estão ar-condicionado quebrado, goteiras no teto, infiltrações e presença de mofo nas paredes, situações que tornam o ambiente insalubre para quem trabalha no laboratório. O local, que deveria atender a rigorosos padrões sanitários por lidar diretamente com exames e materiais biológicos, estaria funcionando em condições incompatíveis com a atividade.
Sem climatização adequada, equipamentos e reagentes utilizados nos exames também podem ser afetados, o que aumenta a preocupação entre os profissionais.
Além da questão estrutural, os trabalhadores afirmam que o problema já foi comunicado diversas vezes à Secretaria Municipal de Saúde, mas até o momento nenhuma solução efetiva foi apresentada. Enquanto isso, os servidores continuam exercendo suas funções em um espaço considerado inadequado para atividades laboratoriais.
Especialistas em biossegurança alertam que laboratórios de análises clínicas precisam manter condições ambientais controladas, ventilação adequada e estrutura preservada, justamente para evitar contaminações, garantir segurança ocupacional e preservar a confiabilidade dos exames.
A situação levanta questionamentos sobre a gestão da infraestrutura da saúde pública municipal. Em um setor essencial para o funcionamento da rede de saúde — responsável por exames que orientam diagnósticos e tratamentos — a precariedade estrutural pode impactar diretamente o atendimento à população.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciou oficialmente sobre as condições do laboratório nem sobre possíveis medidas para solucionar os problemas estruturais.

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