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Médico preso por assédio sexual é reintegrado ao serviço público e voltará a atender em posto de saúde

Caso repercutiu nas redes sociais e levantou debates sobre a proteção a estagiárias e servidoras no ambiente de trabalho

28/01/2026 às 18h23 Atualizada em 28/01/2026 às 19h07
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Foto Divulgação
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Um caso que gerou revolta e indignação na comunidade volta a causar questionamentos sobre a condução da saúde pública no município. Um médico generalista que foi preso em novembro de 2025 dentro da Unidade de Saúde São Carlos, acusado de assédio sexual contra uma estagiária de odontologia, foi reintegrado ao serviço público e deve voltar a atender a população no posto de saúde Santa Rita a partir do dia 29 de janeiro.

A reintegração ocorre pouco mais de dois meses após o episódio que chocou profissionais da saúde e a população, quando o médico foi detido dentro da própria unidade onde atuava, após denúncia formal da vítima. O caso repercutiu nas redes sociais e levantou debates sobre a proteção a estagiárias e servidoras no ambiente de trabalho.

Até o momento, a reportagem não conseguiu confirmar se a reintegração ocorreu por determinação judicial ou se foi uma decisão administrativa da Secretaria Municipal de Saúde. A falta de transparência sobre os critérios adotados para o retorno do profissional às funções levanta questionamentos sobre os procedimentos internos, a proteção às vítimas e a mensagem que a administração pública transmite à sociedade.

A volta de um profissional acusado de assédio sexual ao atendimento direto à população, sem esclarecimentos públicos sobre o andamento do caso, gera insegurança entre pacientes, servidores e principalmente mulheres que atuam ou buscam atendimento na rede pública.

A reportagem permanece aberta a esclarecimentos por parte da Secretaria Municipal de Saúde e da administração municipal, especialmente sobre:

se houve decisão judicial determinando a reintegração;

quais medidas administrativas foram adotadas após a denúncia;

se existe investigação administrativa (sindicância ou PAD) em andamento;

quais garantias estão sendo oferecidas para proteger profissionais e pacientes.

O caso reforça a necessidade de políticas rigorosas contra assédio no serviço público e de transparência por parte do poder público, para que situações graves não sejam tratadas com silêncio ou normalizadas.

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