
Na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, merendeiras da rede municipal de ensino realizaram uma manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação e ao Paço Municipal para denunciar a terceirização da merenda escolar e as condições consideradas degradantes impostas pela empresa contratada pela Prefeitura.
As profissionais relataram redução de salários e no vale-alimentação, diminuição do horário de almoço e perda do plano de saúde, direitos que garantiam dignidade mínima a quem lida diariamente com a alimentação de crianças e adolescentes nas escolas públicas.
O protesto, no entanto, foi recebido com silêncio e desprezo por parte da gestão municipal.
A secretária de Educação, Ângela Brito, que já foi condenada por corrupção, não recebeu as merendeiras. O prefeito Cassiano Maia também ignorou a presença das mesmas, tampouco se manifestou publicamente sobre as denúncias.
O silêncio também veio da Câmara Municipal. Dos parlamentares, apenas a vereadora Maria Diogo demonstrou apoio às merendeiras. Nenhum dos vereadores ligados diretamente à área da educação — Marcus Baze, Mário Grespan e professor Pedrinho, demonstraram apoio as merendeiras.
A ausência desses vereadores levanta questionamentos sobre o compromisso real com os trabalhadores da educação e com a fiscalização das políticas públicas da gestão municipal.
A terceirização da merenda escolar tem sido vendida pela Prefeitura como uma medida de modernização e economia. Na prática, porém, o que se vê é precarização do trabalho, retirada de direitos e enfraquecimento da categoria.
Enquanto a Prefeitura afirma buscar eficiência, as merendeiras denunciam que o custo da “economia” está sendo pago por quem ganha menos e trabalha diretamente nas escolas.
As merendeiras afirmaram que amanhã, 27 de janeiro, farão nova mobilização na Câmara Municipal, cobrando posicionamento dos vereadores e explicações sobre a terceirização.
A expectativa é de que o Legislativo cumpra seu papel constitucional de fiscalizar o Executivo e defender os trabalhadores, algo que, até o momento, não ocorreu.
O episódio expõe uma crise de sensibilidade social na gestão Cassiano Maia. Ignorar profissionais essenciais, que garantem alimentação diária a milhares de alunos, é mais do que um erro administrativo: é uma escolha política.
A terceirização pode ser uma opção administrativa, mas retirar direitos, reduzir salários e silenciar protestos é uma decisão política com consequências sociais graves.
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