
Aos 22 anos, a jovem Manuella vive uma rotina marcada por desafios que interromperam, de forma abrupta, os planos comuns a pessoas de sua idade, como estudar, viajar e construir uma carreira profissional. Morando com a avó, de 70 anos, e três irmãos, ela enfrenta desde 2020 uma condição rara: tumores intramedulares que afetam diretamente a medula espinhal.
O primeiro diagnóstico ocorreu em maio de 2020, após Manuella apresentar dores na coxa esquerda e dificuldades para caminhar. Um exame de ressonância magnética identificou um tumor de aproximadamente 3,2 centímetros localizado na região torácica da coluna, entre as vértebras T3 e T5. Em setembro do mesmo ano, ela foi submetida a uma cirurgia no Hospital do Câncer de Londrina. O procedimento foi considerado bem-sucedido, e a biópsia apontou tratar-se de um teratoma, tumor de natureza benigna.
A recuperação inicial foi positiva. Após semanas de fisioterapia intensiva, Manuella voltou a caminhar e retomou parte de sua rotina, mantendo acompanhamento médico periódico. No entanto, cerca de um ano e meio depois, novos sintomas surgiram, como fraqueza muscular e dificuldades para realizar atividades simples.
Em 2023, após fortes dores abdominais, exames revelaram um segundo tumor intramedular, desta vez entre as vértebras T1 e T2. Uma nova cirurgia foi realizada com sucesso, mas o pós-operatório foi mais delicado. Manuella permaneceu acamada por três meses, sem movimentos ou sensibilidade da cintura para baixo, enfrentando dores intensas e necessidade de reabilitação contínua.
Ainda em 2023, ela passou por tratamento especializado no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, referência nacional em neuroreabilitação. Apesar de avanços graduais, como voltar a dar pequenos passos com auxílio, a recuperação não foi completa.
Em 2026, o quadro voltou a se agravar. Exames recentes indicaram o crescimento de um novo tumor intramedular, agora com cerca de 5,4 centímetros, localizado predominantemente na vértebra T2. A condição tem causado dores intensas e a perda total da sensibilidade e dos movimentos nos membros inferiores.
Diante da gravidade do caso, Manuella precisa passar por uma nova cirurgia de alta complexidade, além de iniciar um tratamento especializado que envolve custos elevados com medicamentos, deslocamento e suporte médico. Parte desses procedimentos não é totalmente coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente residindo em Londrina (PR), onde conta com maior apoio familiar, Manuella depende da ajuda de parentes e amigos para custear tanto o tratamento quanto as despesas básicas. Sua avó, principal cuidadora, divide-se entre os cuidados com a neta e a manutenção do lar, enfrentando limitações próprias da idade.
Sem acesso a benefícios governamentais até o momento, a família iniciou uma campanha de arrecadação para viabilizar o tratamento. Segundo Manuella, cada contribuição representa uma chance de melhorar sua qualidade de vida e seguir enfrentando a doença.
“Cada ajuda faz diferença na minha luta por mais tempo de vida e pela esperança de voltar a caminhar”, afirma a jovem.
COMO COLABORAR
As doações podem ser feitas diretamente via PIX para a conta da Manuella, através da chave pix MANUELLA SATY MATSUDA 08097444143 (Banco do Brasil).
Acesse a vaquinha online para mais informações https://juntos-pela-manu.vercel.app/#quem-e-Manu

Ressonância que apresentou novo tumor na jovem
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