
Pais e responsáveis enfrentaram longas filas na madrugada do dia 21 de janeiro de 2026 em frente à Secretaria de Cultura de Três Lagoas para garantir matrícula e rematrícula de crianças e adolescentes nos cursos oferecidos pelo município. Há relatos de pessoas que chegaram por volta das 3h da manhã, temendo ficar sem vaga.
A cena, que mais parece um retrato do passado, gerou indignação. Para muitas famílias, o episódio evidenciou falta de planejamento, desorganização e desrespeito com quem depende dos serviços públicos. Em pleno 2026, com amplo acesso a ferramentas digitais, a exigência de presença física em filas extensas soa injustificável.
Pais relataram cansaço, insegurança e desgaste, sobretudo para quem levou crianças ou precisou faltar ao trabalho. “Não é só o tempo perdido. É a sensação de descaso”, afirmou uma mãe que aguardava atendimento desde a madrugada. A ausência de um sistema claro de senhas, horários escalonados ou informações prévias agravou a percepção de improviso.
Especialistas em gestão pública apontam que soluções simples poderiam ter evitado o transtorno: inscrições on-line, agendamento por horário, pré-cadastro digital, ampliação de pontos de atendimento ou, ao menos, organização por ordem de chegada com estrutura adequada. Nada disso foi apresentado de forma eficiente.
Espera-se que a administração municipal reavalie os procedimentos, dialogue com a comunidade e modernize urgentemente os processos. Garantir acesso à cultura começa pelo respeito ao cidadão — e isso inclui organização, transparência e uso inteligente da tecnologia.
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