
Enquanto a população de Três Lagoas enfrenta dificuldades nos serviços públicos, os números das diárias pagas pela Câmara Municipal chamam atenção — e levantam questionamentos sobre prioridade, exemplo e responsabilidade com o dinheiro público.
De acordo com os dados levantados, o presidente da Câmara, o vereador Tonhão, aparece no topo do ranking de gastos com diárias, somando R$ 45.324,52. O valor é disparado o maior entre todos os parlamentares, o que causa ainda mais indignação pelo cargo que ocupa. Como chefe do Legislativo, Tonhão deveria ser o primeiro a dar o exemplo de austeridade, e não liderar a lista.
Ranking de gastos com diárias
Tonhão – R$ 45.324,52
Davis – R$ 37.272,73
Sirlene – R$ 24.201,59
Robson – R$ 25.449,93
Evalda – R$ 20.781,30
Mario Crespan – R$ 20.365,49
Prof. Pedrinho – R$ 19.277,91
Mi – R$ 21.048,93
Baze – R$ 15.631,29
Jurado – R$ 14.089,98
Daniel – R$ 13.392,87
Maria Diogo – R$ 10.453,58
Silverado – R$ 7.081,77
Adriano Cesar Rodrigues – R$ 3.579,93
Marcos – R$ 0,00
Os números escancaram uma realidade desconfortável: há vereadores que não gastaram nada com diárias, provando que é possível exercer o mandato sem recorrer constantemente a esse tipo de despesa. Isso reforça a pergunta que ecoa entre os contribuintes: por que o presidente da Câmara precisou gastar tanto?
Outro ponto crítico é a ausência de informações claras sobre os resultados dessas viagens. Quantos projetos foram trazidos? Quais recursos foram conquistados para Três Lagoas? Que benefícios concretos chegaram à população? Sem respostas objetivas, as diárias passam a soar como privilégio, não como investimento.
O presidente da Câmara não é apenas mais um vereador. Ele dita o tom da Casa, influencia decisões administrativas e representa o Legislativo perante a sociedade. Ser o “campeão das diárias” não combina com esse papel.
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