
Quem chega a Três Lagoas pela principal entrada do município se depara com uma cena que causa indignação: a bandeira do Brasil, a bandeira de Mato Grosso do Sul e a bandeira de Três Lagoas estão rasgadas em visível estado de abandono.
O problema não é apenas estético. Trata-se de desrespeito a símbolos oficiais protegidos por lei. A Lei nº 5.700, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, é clara ao estabelecer que a Bandeira Nacional deve estar sempre em bom estado de conservação, não podendo permanecer hasteada quando estiver rasgada ou em condições inadequadas.
As três bandeiras, que deveriam representar orgulho, identidade e respeito institucional, estão rasgadas e deterioradas. A situação causa constrangimento não apenas aos moradores, mas também aos visitantes e investidores que chegam à cidade.
A entrada de um município é seu cartão de visitas. Manter símbolos oficiais em condições precárias transmite uma mensagem negativa de desorganização administrativa e falta de cuidado com o patrimônio público.
É importante destacar: não se trata de debate político ou ideológico. O respeito aos símbolos oficiais é uma obrigação legal e institucional. A Bandeira Nacional representa a República, o Estado Democrático de Direito e a soberania do país. Já as bandeiras estadual e municipal representam a identidade local e regional.
Permitir que permaneçam rasgadas é, no mínimo, negligência administrativa.
A substituição de bandeiras tem custo baixo dentro do orçamento municipal. Não se trata de obra milionária nem de processo complexo. Trata-se de gestão básica.
Se a administração não consegue manter em boas condições os próprios símbolos oficiais na principal entrada da cidade, a população tem o direito de questionar: como está sendo tratado o restante do patrimônio público?
Moradores que procuraram a reportagem afirmam sentir vergonha da situação. “É a primeira imagem da cidade. Parece abandono”, relatou um cidadão.
Fica o questionamento à Prefeitura:
Há contrato de manutenção para esses mastros?
Existe fiscalização periódica das condições das bandeiras?
Por que, mesmo rasgadas, continuam hasteadas?
Mais do que trocar um pano rasgado, é preciso restaurar o respeito institucional.
A cidade que se orgulha de seu crescimento e desenvolvimento precisa demonstrar isso também nos detalhes. Porque respeito aos símbolos não é favor — é dever.

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