
A Prefeitura iniciou o ano sem contrato vigente para manutenção de aparelhos de ar-condicionado em prédios públicos, situação que tem gerado indignação entre servidores e usuários dos serviços essenciais. Em pleno período de calor extremo, ambientes que deveriam oferecer condições mínimas de conforto e segurança estão se transformando em espaços insalubres.
Um dos exemplos ocorre na UPA, onde funcionários relatam trabalhar sob temperaturas elevadas, sem ventilação adequada e com alguns aparelhos quebrados ou desligados por falta de manutenção. A situação afeta não apenas os trabalhadores da saúde, mas também pacientes que já chegam fragilizados, muitos deles idosos, crianças e pessoas em estado crítico.
Servidores ouvidos pela reportagem afirmam que o problema não é novo, mas se agravou com a ausência de contrato logo no início do ano. “É desumano. A gente cuida da população, mas ninguém cuida de quem está aqui dentro trabalhando. O calor é sufocante, causa mal-estar, queda de pressão e dificulta até o uso de equipamentos”, relatou um funcionário, que pediu anonimato por medo de retaliações.
Especialistas alertam que ambientes quentes e sem climatização adequada em unidades de saúde configuram risco à saúde e podem ser caracterizados como condições insalubres de trabalho, além de comprometerem a qualidade do atendimento prestado à população.
A falta de planejamento da administração municipal também entra no centro das críticas. A interrupção de contratos essenciais, como o de manutenção de ar-condicionado, revela desorganização e descaso com serviços básicos. O calor intenso não é uma surpresa, tampouco um evento imprevisível — é uma realidade conhecida e recorrente, que deveria ter sido considerada no planejamento administrativo.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura não havia apresentado um prazo concreto para a regularização do contrato nem medidas emergenciais eficazes para amenizar o problema.
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