
Mesmo após promessas públicas , a realidade da Feira Central de Três Lagoas continua sendo de calor excessivo, falta de ventilação e riscos à saúde. Nos últimos dias, feirantes e frequentadores relataram episódios de mal-estar, tontura e queda de pressão, situação agravada pelas altas temperaturas e pela ausência de um sistema eficaz de ventilação no espaço.
A situação é antiga, conhecida e amplamente denunciada, mas segue sem solução concreta por parte do poder público municipal.
Durante o período eleitoral, o feirante Caju foi um dos apoiadores declarados do prefeito Cassiano Maia, em atos e discursos, o próprio prefeito chegou a citar Caju nominalmente, afirmando que a ventilação da Feira Central seria uma das promessas atendidas em respeito aos feirantes.
Passados 1 ano de gestão, nada foi feito.
O que causa ainda mais indignação entre feirantes é o silêncio do feirante Caju, que até agora não se posicionou publicamente nem cobrou do prefeito o cumprimento do compromisso assumido publicamente.
Para muitos trabalhadores da feira, o apoio político precisa vir acompanhado de responsabilidade com a coletividade, não apenas de benefícios individuais ou discursos de campanha.
“A promessa foi feita usando nosso nome, nosso trabalho e nossa realidade. Agora estamos abandonados no calor”, relata um feirante que prefere não se identificar.
A Feira Central não é apenas um ponto comercial. É espaço de sustento de dezenas de famílias e de convivência da população. Manter trabalhadores expostos a calor extremo, sem ventilação adequada, é descaso com a saúde pública e desrespeito com quem movimenta a economia local.
Enquanto isso, a prefeitura segue em silêncio, e quem prometeu intermediar melhorias parece confortável em não cobrar.
Promessa não cumprida também é responsabilidade de quem ajudou a vendê-la. E a Feira Central não aguenta mais esperar.
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