
A saúde pública de Três Lagoas volta ao centro das críticas — desta vez, por um problema que atinge diretamente quem mais precisa de cuidado e atenção: as gestantes. O Jornal da Lagoa recebeu diversas denúncias de mulheres que relatam demora excessiva para a realização de ultrassonografia obstétrica na rede pública do município.
Segundo os relatos, há casos em que o exame — essencial para acompanhar o desenvolvimento do bebê — leva meses para ser agendado. Em algumas situações, o ultrassom só é liberado quando a gestação já está em estágio avançado, comprometendo o acompanhamento adequado do pré-natal.
“Descobri a gravidez no começo e até agora nada do ultrassom. Já estou no segundo trimestre e sigo esperando”, contou uma gestante, sob condição de anonimato. Como ela, outras mulheres relatam insegurança, medo e a sensação de abandono por parte do poder público.
O exame de ultrassonografia não é luxo — é uma ferramenta básica da medicina, fundamental para identificar possíveis complicações, avaliar o crescimento do feto e garantir a saúde da mãe e do bebê. A demora, além de desumana, pode trazer riscos irreversíveis.
A situação levanta questionamentos inevitáveis:
Falta gestão? Falta estrutura? Ou falta prioridade?
Enquanto isso, muitas gestantes que não conseguem esperar recorrem à rede particular, comprometendo o orçamento familiar. As que não têm essa alternativa ficam à mercê de um sistema lento e ineficiente.
A Secretaria Municipal de Saúde ainda não apresentou uma explicação clara sobre a fila de espera, nem um plano concreto para normalizar os atendimentos. O silêncio, diante de um problema tão grave, só amplia a revolta da população.
O Jornal da Lagoa seguirá acompanhando o caso.
Mín. 21° Máx. 35°