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Medicamentos seguem em falta na rede pública e contradiz entrevista de Juliana Salim.

Entre os medicamentos indisponíveis estão Venlafaxina 150 mg, Complexo B comprimidos, Dramim injetável, Isoflavona, Nitrofurantoína, Paracetamol com codeína e outros

27/12/2025 às 05h05 Atualizada em 27/12/2025 às 08h45
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Foto: Internet\Divulgação
Foto: Internet\Divulgação

Mesmo após declarações otimistas da Secretaria Municipal de Saúde, a realidade enfrentada por usuários do SUS em Três Lagoas segue distante do discurso oficial. Uma série de medicamentos essenciais continua em falta na rede pública desde o início da gestão do prefeito Cassiano Maia, expondo fragilidades na gestão da saúde e gerando revolta na população.

Entre os medicamentos indisponíveis estão Venlafaxina 150 mg, Complexo B comprimidos, Dramim injetável, Isoflavona, Nitrofurantoína, Ondansetrona, Paracetamol com codeína, Proctyl e Prednisolona suspensão. A lista inclui remédios de uso contínuo, antibióticos, antieméticos, analgésicos e medicamentos fundamentais para o tratamento de crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas.

A situação contrasta diretamente com a fala recente da secretária municipal de Saúde, que em entrevista ao grupo RCN afirmou que “99% da falta de medicamentos está resolvida”. A declaração, no entanto, foi rapidamente colocada em xeque pela própria população.

Nas redes sociais do site que publicou a entrevista, os comentários escancararam a insatisfação popular. Usuários relataram idas frustradas às farmácias municipais, receitas não atendidas e a necessidade de comprar medicamentos com recursos próprios — algo impossível para muitas famílias. A repercussão negativa foi tamanha que a reportagem acabou se tornando um espaço de desmentido coletivo da versão apresentada pela secretária.

“Se está 99% resolvido, quero saber onde, porque na farmácia do meu bairro não tem”, escreveu uma moradora. Outro comentário questiona: “Isso é brincar com a cara da população que depende do SUS”.

A falta de medicamentos não é apenas um transtorno administrativo; trata-se de um problema grave de saúde pública. Pacientes interrompem tratamentos, quadros clínicos se agravam e a sobrecarga recai sobre unidades de pronto atendimento e hospitais, que passam a lidar com consequências evitáveis.

Até o momento, a Secretaria de Saúde não apresentou um cronograma público claro para a normalização do abastecimento, tampouco explicou por que medicamentos básicos seguem indisponíveis após meses de gestão. O contraste entre o discurso oficial e a realidade vivida pela população levanta questionamentos sobre transparência, planejamento e responsabilidade.

Enquanto a gestão insiste em números próximos da perfeição, a população segue enfrentando prateleiras vazias — e a sensação de que, mais uma vez, a propaganda fala mais alto do que a realidade.

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