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Barracão alugado para almoxarifado da prefeitura de Três Lagoas por R$ 16 mil levanta questionamentos enquanto “Fazendinha” poderia ser utilizada
A pergunta é simples: por que pagar aluguel com dinheiro público se há estrutura própria disponível?
19/02/2026 17h17
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto Divulgação

A decisão da Prefeitura de alugar um barracão pelo valor de R$ 16 mil mensais, mesmo havendo a possibilidade de utilizar a conhecida “Fazendinha” está gerando fortes questionamentos nos bastidores políticos e entre moradores.

Segundo informações apuradas, o imóvel alugado pertence a um aliado político da atual gestão, o que adiciona um componente ainda mais delicado à situação. A pergunta é simples: por que pagar aluguel com dinheiro público se há estrutura própria disponível?

Em um momento em que o município enfrenta demandas urgentes em áreas como saúde, transporte escolar e infraestrutura, a opção por um imóvel alugado, ao custo de R$ 192 mil por ano, parece destoar do discurso de austeridade frequentemente adotado pela administração.

Se a “Fazendinha” possui condições estruturais para atender à finalidade pretendida, a escolha pelo barracão alugado precisa ser tecnicamente justificada:

Há laudos que apontem inviabilidade do espaço público?

Qual o custo estimado de eventual adequação da “Fazendinha”?

O processo de locação foi precedido de avaliação comparativa de preços?

Houve chamamento público ou pesquisa de mercado?

Se considerado o valor anual de R$ 192 mil, em quatro anos de contrato o município poderá desembolsar mais de R$ 768 mil apenas em aluguel. Valor que poderia ser investido em:

Reforma e adequação de patrimônio público;

Ampliação de serviços essenciais;

Compra de equipamentos permanentes.

A pergunta que fica é: qual é a real vantagem para o município?

A população tem o direito de saber:

Por que a “Fazendinha” não foi utilizada?

Quem autorizou e fundamentou a decisão?

Há vínculo formal ou informal entre o proprietário e membros da administração?

Gestão pública exige não apenas legalidade, mas também moralidade e respeito ao dinheiro do contribuinte.

Enquanto não houver explicações técnicas claras e documentos que comprovem a real necessidade da locação, o episódio continuará alimentando desconfianças e fortalecendo a percepção de que, mais uma vez, a conta pode estar sendo paga pela população.