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Lama, promessas e realidade: moradores do Jardim das Primaveras enfrentam o barro enquanto prefeito promete a cidade 100% asfaltada
Basta uma chuva para que ruas do bairro se transformem em verdadeiros atoleiros
04/02/2026 23h14
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto Divulgação

Enquanto o prefeito Cassiano Maia anuncia em discursos e entrevistas que Três Lagoas caminha para ser uma cidade “100% asfaltada”, a realidade enfrentada por moradores do Jardim das Primaveras e muitas outas localidades na cidade conta outra história — uma história de lama, enxurrada, buracos e dificuldade diária para sair e voltar para casa.

Basta uma chuva mais forte para que ruas do bairro se transformem em verdadeiros atoleiros. Carros patinam, motociclistas arriscam quedas, crianças têm dificuldade para chegar à escola e trabalhadores enfrentam o constrangimento de sair de casa com os pés cobertos de barro.

Moradores relatam que:

ambulâncias e veículos de aplicativo evitam entrar em determinadas ruas;

entregas são canceladas por causa das condições do acesso;

há risco constante de quedas, principalmente para idosos;

a poeira no período de seca e a lama na chuva tornaram-se parte da rotina.

A expressão “100% asfaltada” soa bem em entrevistas, redes sociais e peças institucionais. Mas ela perde completamente o sentido quando confrontada com bairros onde o morador precisa calcular a rota para não atolar.

O Jardim das Primaveras é apenas um exemplo visível de um problema maior: a distância entre o discurso político e a vivência da população.

Se a cidade estivesse, de fato, próxima desse índice, bairros inteiros não estariam sofrendo com problemas que deveriam ter sido resolvidos há anos.

Não é só barro — é saúde, segurança e respeito
A lama não é apenas um incômodo visual. Ela traz:

risco sanitário,

proliferação de insetos,

dificuldade de acesso para serviços públicos,

prejuízo à valorização das casas dos moradores.

É o tipo de problema que revela prioridades administrativas. Porque asfalto não é obra de vitrine — é obra de necessidade.

A população quer menos promessa e mais pavimentação

O morador do Jardim das Primaveras não quer saber de percentual, meta futura ou propaganda institucional. Ele quer saber quando a rua dele vai deixar de ser um atoleiro.

Enquanto isso não acontece, a fala de cidade “100% asfaltada” soa como deboche para quem vive com o pé no barro.

A reportagem deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Três Lagoas informe:

se o bairro está no cronograma de pavimentação;

qual a previsão real de início das obras;

por que a situação persiste mesmo diante das promessas públicas.

Porque, para quem mora ali, a chuva não espera o discurso — ela cai, e a lama volta.