O cenário político de Mato Grosso do Sul pode sofrer uma nova reviravolta. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) deve julgar na próxima terça-feira (21), mandado de segurança apresentado por Neno Razuk e pelo PL que questiona o procedimento que resultou na perda de uma cadeira do partido e na saída do parlamentar da Assembleia Legislativa.
A defesa sustenta que a decisão envolvendo candidatos que tiveram votos anulados não teria determinado expressamente a retirada dos votos atribuídos à legenda. Também questiona a forma como foi determinada a retotalização das eleições de 2022. Com o novo cálculo realizado em maio, o PL perdeu uma cadeira, posteriormente ocupada por João César Mattogrosso (PSDB).
Caso o pedido seja acolhido pelo TRE-MS, poderá ser aberto caminho para rever a retotalização e, dependendo do alcance da decisão e de eventuais recursos, para uma possível recuperação do mandato por Neno Razuk.
O julgamento não significa retorno automático à Assembleia, mas representa um capítulo importante na disputa jurídica. A discussão central agora está nas mãos da Justiça Eleitoral, que deverá analisar se o procedimento que alterou a composição da Assembleia respeitou todos os limites da decisão judicial anterior.
Neno Razuk e o PL buscam, portanto, reverter uma mudança que afetou diretamente a representação conquistada pelo partido nas urnas em 2022. A decisão do TRE-MS poderá ter impacto significativo no cenário político estadual e definir os próximos passos dessa disputa pela cadeira na Assembleia Legislativa.