A Prefeitura de Três Lagoas autorizou a contratação do Instituto Brasileiro de Tecnologia, Empreendedorismo e Gestão (BR TEC) por R$ 2,1 milhões para realizar estudos sobre a folha de pagamento dos servidores municipais e prestar assessoria relacionada à futura gestão desses recursos. A contratação ocorreu por dispensa de licitação, situação que tem gerado questionamentos entre servidores e moradores do município.
De acordo com as informações divulgadas, o instituto será responsável por elaborar estudos de viabilidade econômico-financeira da folha salarial da Prefeitura e auxiliar nos procedimentos que envolvem a escolha da instituição financeira que administrará os pagamentos dos servidores municipais.
Embora a administração municipal sustente que o processo seguiu os critérios legais e que a contratação ocorreu pelo menor preço apresentado, o valor de R$ 2,1 milhões chama atenção, principalmente em um momento em que diversas áreas da cidade enfrentam reclamações constantes da população.
Nas redes sociais, moradores questionam se um estudo dessa natureza realmente justificaria um investimento tão elevado. A crítica principal é que a Prefeitura parece ter recursos para contratos milionários de consultoria, enquanto problemas básicos continuam sem solução definitiva, como buracos nas ruas, demora em atendimentos de saúde, falta de manutenção em espaços públicos e outras demandas frequentemente apontadas pela população.
Especialistas em gestão pública costumam destacar que contratos de consultoria e assessoria devem ser acompanhados de ampla transparência e prestação de contas, permitindo que a sociedade acompanhe os resultados entregues e avalie se o investimento realizado trouxe benefícios concretos ao município.
A contratação reacende um debate recorrente em Três Lagoas: quais devem ser as prioridades da administração municipal? Enquanto a Prefeitura defende a necessidade do estudo para melhorar a gestão financeira, parte da população cobra investimentos mais visíveis e imediatos nos serviços públicos essenciais.
O caso deverá continuar sendo acompanhado de perto pela sociedade, pelos órgãos de fiscalização e pela Câmara Municipal, especialmente diante do elevado valor envolvido e da opção pela contratação sem processo licitatório.