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Editorial - Três Lagoas 111 anos: temos mesmo o que comemorar?
Por Tavinho
11/06/2026 19h32
Por: Redação Fonte: Assessoria
Tavinho (Foto Divulgação)

Três Lagoas completa 111 anos neste mês de junho. Uma data importante para celebrar a história, a cultura e o desenvolvimento da nossa cidade. Mas a pergunta que fica no ar é: o que realmente temos a comemorar?

Ao longo dos últimos anos, a população acompanhou uma série de promessas que até hoje não saíram do papel. Obras importantes seguem paradas ou inacabadas, como o Shopping Popular, a Reforma  da Rodoviária e o tão aguardado Contorno Rodoviário. Projetos anunciados com entusiasmo, mas que continuam sem entregar os resultados esperados para a população.

Enquanto isso, a atual gestão municipal parece comemorar aquilo que deveria ser apenas obrigação. Dias atrás, o prefeito, vereadores, secretários e servidores públicos participaram de um ato que chamou a atenção da população: aplausos para a entrega de postes de iluminação no acesso ao Hospital Regional. Um momento que rapidamente gerou questionamentos e críticas.

Não se discute a importância da iluminação pública. Ela é necessária e fundamental para a segurança da população. Porém, será que esse é o principal problema enfrentado por quem procura atendimento no Hospital Regional?

A pergunta que muitos cidadãos fazem é outra: será que as autoridades entraram no hospital para presenciar a realidade enfrentada diariamente pelos pacientes? A falta de espaço, a demora nos atendimentos, a carência de profissionais, a insuficiência de leitos e as dificuldades estruturais são reclamações constantes de quem depende da saúde pública.

O que causa estranheza é que o prefeito, além de político, também é médico. Por isso, espera-se uma atenção ainda maior para os problemas da saúde. Afinal, de que adianta um grande hospital se a população não recebe o atendimento de qualidade que merece?

Três Lagoas chega aos seus 111 anos com potencial para crescer ainda mais. Mas crescimento não se mede por discursos, cerimônias ou inaugurações simbólicas. Crescimento se mede pela qualidade dos serviços prestados à população, pela conclusão das obras prometidas e pelo respeito ao cidadão que paga seus impostos e espera resultados concretos.

Mais do que bater palmas para postes, talvez seja hora de apresentar soluções para os problemas que continuam afetando a vida dos três-lagoenses.