A gestão municipal voltou a ser alvo de questionamentos após mais um episódio de desencontro nas decisões tomadas dentro da Prefeitura de Três Lagoas.
O caso envolve o médico investigado por suposta importunação sexual dentro de uma unidade de saúde do município.
Após a conclusão do processo administrativo, o prefeito assinou apenas uma advertência como penalidade ao servidor, medida considerada branda diante da gravidade das acusações apresentadas.
No entanto, menos de 24 horas depois da assinatura da advertência, surgiu uma nova decisão: a exoneração do profissional.
A mudança repentina gerou forte repercussão nos bastidores políticos e entre servidores municipais. Afinal, o que aconteceu em apenas um dia para que a Prefeitura mudasse completamente sua posição?
A situação escancara o amadorismo da atual administração em lidar com temas delicados e de grande impacto público. Se a advertência era suficiente, por que a exoneração ocorreu logo em seguida? Se a exoneração era necessária, por que não foi tomada desde o início?
A impressão que fica é de uma gestão perdida, que toma decisões sem segurança jurídica, sem alinhamento interno e baseada na pressão da repercussão negativa.
O episódio também levanta dúvidas sobre a condução do próprio processo administrativo. Houve falha na análise? Houve interferência política? A administração tentou inicialmente minimizar o caso e depois recuou diante da reação popular?
A população espera seriedade, transparência e firmeza, principalmente em situações que envolvem denúncias graves dentro da rede pública de saúde. Mas o que se viu foi uma sequência de decisões contraditórias que apenas aumentam a desconfiança sobre a capacidade administrativa do governo municipal.
Nos corredores da Prefeitura, o sentimento é de desorganização. Secretarias desencontradas, decisões tomadas às pressas e recuos constantes têm marcado a atual gestão, que enfrenta críticas crescentes em diversas áreas, especialmente saúde e administração de pessoal.
Mais uma vez, Três Lagoas assiste a um governo que parece agir no improviso, sem planejamento e sem convicção das próprias decisões.