Três Lagoas Três Lagoas
Prefeitura corta fornecimento de leite especial após crianças completarem 2 anos
Mães foram surpreendidas pela suspensão do benefício mesmo com laudos médicos
15/05/2026 04h54
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto Divulgação

Em meio a discursos de investimentos e grandes eventos, mães de crianças com alergia à proteína do leite voltaram a expor nas redes sociais uma dura realidade enfrentada por famílias de Três Lagoas: a interrupção do fornecimento de leite especial pela Prefeitura após os filhos completarem 2 anos.

Segundo relatos enviados ao Jornal da Lagoa, diversas mães afirmam que foram surpreendidas pela suspensão do benefício, mesmo com laudos médicos apontando que as crianças continuam necessitando da alimentação especial para evitar crises alérgicas, complicações gastrointestinais e outros problemas de saúde.

“Meu filho não deixou de ter alergia porque fez aniversário”, desabafou uma mãe nas redes sociais ao pedir ajuda para conseguir comprar o leite, cujo custo pode ultrapassar centenas de reais por mês.

A situação tem provocado indignação entre familiares, que questionam qual critério técnico estaria sendo utilizado para interromper o fornecimento automaticamente aos 2 anos. Para especialistas, a alergia à proteína do leite pode persistir além dessa faixa etária, exigindo acompanhamento médico individualizado e não uma regra geral baseada apenas na idade da criança.

Enquanto mães fazem campanhas, rifas e pedidos de ajuda para garantir a alimentação dos filhos, cresce também o debate sobre as prioridades da administração pública. A população questiona como há recursos para festas, shows e contratos milionários, mas faltaria sensibilidade para manter um item essencial para crianças com necessidades alimentares especiais.

A cobrança agora é para que a Secretaria Municipal de Saúde esclareça oficialmente:

Existe protocolo médico para o corte do leite aos 2 anos?

Há avaliação individual de cada criança?

Quantas famílias foram afetadas?

O município pretende rever a medida?

Para muitas mães, o problema vai além da burocracia. Trata-se de dignidade, saúde e sobrevivência infantil. Afinal, alergia não acaba por decreto administrativo.