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Atendentes de farmácia da rede pública denunciam falta de adicional de insalubridade em Três Lagoas
Segundo relatos recebidos pela reportagem, os atendentes convivem constantemente com pacientes doentes, muitos deles gripados, com suspeitas de doenças contagiosas, febre, infecções e outros problemas de saúde
14/05/2026 20h47
Por: Redação Fonte: Assessoria
Foto Divulgação

Funcionários que atuam nas farmácias da rede pública municipal de Três Lagoas, com exceção da UPA, procuraram o Jornal da Lagoa para denunciar a falta do pagamento do adicional de insalubridade, benefício garantido a trabalhadores expostos diariamente a ambientes e situações de risco à saúde.

Segundo relatos recebidos pela reportagem, os atendentes convivem constantemente com pacientes doentes, muitos deles gripados, com suspeitas de doenças contagiosas, febre, infecções e outros problemas de saúde. Ainda assim, alegam que não recebem qualquer compensação financeira pelas condições de trabalho enfrentadas diariamente.

Os servidores afirmam que a situação causa indignação, principalmente após o período da pandemia, quando profissionais da saúde e trabalhadores da linha de frente foram amplamente reconhecidos pela importância do serviço prestado à população.

“Somos os primeiros a atender quem chega doente buscando medicamento. Muitas vezes a pessoa sai direto da consulta, tossindo, passando mal, e estamos ali em contato direto o dia inteiro”, relatou um servidor sob condição de anonimato.

A denúncia levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelo município para concessão da insalubridade. Enquanto profissionais lotados na UPA recebem o benefício devido à exposição contínua a agentes biológicos, trabalhadores das farmácias públicas das unidades básicas de saúde alegam enfrentar situação semelhante sem o mesmo reconhecimento.

Especialistas na área trabalhista apontam que a caracterização da insalubridade depende de laudo técnico, avaliando o grau de exposição do servidor aos agentes nocivos. No entanto, os denunciantes afirmam que nunca houve transparência sobre avaliações ou estudos realizados nas unidades onde trabalham.

Os servidores cobram um posicionamento oficial da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde, além de uma revisão imediata das condições trabalhistas enfrentadas pelos atendentes das farmácias públicas do município.

Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Três Lagoas não havia se manifestado sobre as denúncias.