Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Três Lagoas têm enfrentado dificuldades para retirar seus medicamentos devido a mudanças na rotina de atendimento das farmácias da rede municipal. O Jornal Raio-X recebeu denúncias de usuários que se depararam com cartazes informando a redução do horário de entrega de remédios controlados ocasionada pela diminuição da carga horária de funcionários sem qualquer substituição.
Segundo relatos, a medida tem gerado transtornos, principalmente para pessoas que dependem de medicamentos controlados. Alguns usuários afirmam ter se deslocado até a farmácia apenas para descobrir que o atendimento já havia encerrado, obrigando-os a retornar outro dia ou recorrer a alternativas particulares, muitas vezes mais caras.
A redução da carga horária e a ausência de reposição de pessoal evidencia, segundo críticos, um descuido da administração municipal com o serviço público de saúde, comprometendo o acesso de cidadãos a direitos básicos garantidos por lei. “É absurdo que tenhamos que enfrentar mais obstáculos para receber nossos remédios. Isso coloca em risco a saúde de quem já depende do SUS”, afirmou um paciente que preferiu não se identificar.
Especialistas apontam que a decisão de reduzir horários sem planejar reposição de funcionários ou escalas alternativas não apenas prejudica a população, mas também sobrecarrega os profissionais que permanecem na função. Além disso, situações como essa podem gerar atrasos no tratamento e aumento de complicações clínicas, refletindo diretamente na qualidade do serviço de saúde.
Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não se posicionou oficialmente sobre a redução de horários nas farmácias, nem informou medidas para evitar que os usuários fiquem sem acesso aos medicamentos essenciais.
Enquanto isso, pacientes e familiares permanecem preocupados com a continuidade do tratamento e a dificuldade de conciliar deslocamentos e horários de trabalho com a entrega dos remédios. A população espera que a prefeitura reveja a decisão e garanta que o serviço público de saúde funcione plenamente, sem prejudicar quem mais precisa.